Archive for the ‘Software Livre’ Category

GNU/Linux or Linux?

Thursday, July 19th, 2007

Marcel Ribeiro Dantas
<marcel@ribeirodantas.com.br>
Cabeça de um gnu, elemento que representa o Software Livre.Pinguim, animal representante do Linux
GNU/Linux or Linux?

Fifteen years after the release of the GNU/Linux Operating System, its users still call it ‘Linux’, an incorrect name, which is only a piece of the system and should not be used to avoid misinterpretation.

Linux is a kernel, a nucleus, also called the core of the operating system, which has as function manage the peripherals and the resources of the machine, that is, an essential part of the system but not all of it. Therefore, we can conclude, even though justice is not the only reason, that is not fair calling all the Operating System ‘Linux’, once that name is only a piece of all.

At this point of discussion, is necessary go back in the history, decade of 80, when Richard Stallman created the GNU Project [2]. The goals of GNU Project, were to create an operating system totally free, a system containing only free softwares that do not restrict users anyway and did not make users to sign licenses and terms to do not share these softwares with anyone.

Once the Unix was proprietary and the GNU Project’s major goal was to build an operating system totally free, they built several softwares based on the structure and philosophy of Unix softwares, preserving the freedom. Hence GNU is a recursive acronym for GNU is Not Unix.

Being aware of GNU Project’s history, you will notice that some years after the project starts (1984), at the beginning of decade 90, the GNU Operating System was almost totally finished. All the softwares, with the collaboration of people from all over the world, were finished. But there was still one thing to finish it; the kernel. They had started GNU Hurd development, the waited kernel to fill this gap, but the Finnish programmer, Linus Torvalds, filled it switching the license of his kernel (Linux) such as free software, which was published one year before, with a recommendation that it will be used with the GNU Operating System.

So, besides of the justice question, Linux after long time of GNU Project’s beginning, got included as part of it. Then, GNU is not a part of Linux, Linux is a part of GNU, although it does not make much difference.

The problem is that some users have several reasons to call only Linux. Maybe because Linux is minor, more simple to pronounce (It’s pronounced LI-nux and guh-noo LInux in the case of GNU/Linux), bad faith or only ignorance, because does not know the term. Soon as we can see, more one time, the right way to call all the system is GNU/Linux, seen that we want to refer to all the system, or only Linux if you are referring just for the kernel.

A bigger problem yet, using this nomenclature, is the disrespect to the many users who worked hard in the GNU Project and instead of being recognized equally to the developers of the Linux, they are forgotten, even though GNU is bigger, older and more complex than Linux. If you do not believe in what you just read, keep on reading and you will obtain arguments about this affirmation, which include applications such as GNU C Libraries (glibc), GNU Emacs and other. Clicking here you will be redirected to a list of GNU packages in the package tree of Slackware current (A GNU/Linux distribution). The Linux limited itself only as kernel-headers, kernel-modules and kernel-source.

In agreement with the public server of the kernel Linux, the size of the Linux for download is:

linux-2.6.22.tar.gz 08-Jul-2007 23:48 54M (234 MB uncompressed)

Using for example the Slackware distribution of GNU/Linux, the size of partial operating System GNU (all the packages of Project GNU in the Slackware) is:

Operating System GNU (Partial) 01-07-2007 23:23:00 (1178 MB uncompressed)

*: wasn’t calculated packages in /testing directory.

Therefore, isn’t logical to call the whole Operating System GNU/Linux only linux, because the GNU Operating System is bigger than Linux (four times bigger, in agreement with data already cited).

I hope that at the ending of this article you may properly understand why some people call GNU/Linux, other call different names and what mean these nomenclatures. Remember that the GNU Project also thinks about “free speech”, that is, you have all right to call for the name you want or like, but if you want to respect efforts from some people, do not have bad faith. Call it by the proper name; GNU/Linux.


Copyright 2007~2009 Marcel Ribeiro Dantas

Permission is granted to make and distribute verbatim copies of this entire document without royalty provided the copyright notice, the document’s official URL, and this permission notice are preserved.

http://ribeirodantas.com.br/blog/2007/07/19/gnulinux-or-linux/

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GNU/Linux ou Linux?

Wednesday, July 18th, 2007

Marcel Ribeiro Dantas
<marcel@ribeirodantas.com.br>
Cabeça de um gnu, elemento que representa o Software Livre.Pinguim, animal representante do Linux
GNU/Linux ou Linux?

Mais de quinze anos depois do lançamento do GNU/Linux, os usuários desse mesmo sistema operacional ainda tendem a chamá-lo de um modo incorreto, o nominando como Linux, apenas uma parte do sistema.

O Linux na verdade é um kernel, o núcleo do sistema operacional, parte essa responsável pela interação com os periféricos, gerenciamento dos recursos da máquina, ou seja, o kernel é uma parte essencial do sistema como qualquer outra. Já podemos concluir então que embora a justiça não seja o único motivo, é totalmente errado chamar todo o sistema operacional de Linux, já que esse nome representa apenas uma parte de todo o conjunto.

É nesse ponto da discussão que devemos retornar um pouco na história, na década de 80 quando surgiu o Projeto GNU [2], criado por Richard Matthew Stallman. O objetivo do Projeto GNU, era criar um Sistema Operacional totalmente livre, um sistema apenas contendo softwares livres que não restringissem de modo algum a liberdade do usuário nem o obrigasse a aceitar licenças e termos que levassem ele a trair a si próprio e o resto da sociedade.

Como o Unix era proprietário e o objetivo do projeto GNU era construir um sistema operacional totalmente livre, eles basearam-se na estrutura do Unix, reescrevendo cada software e preservando a liberdade, por isso GNU é um acrônimo recursivo para Gnu Não é Unix (do inglês GNU is Not Unix).

Sabendo a história do Projeto GNU, você irá notar que anos depois do início do projeto (dado início em 1984) e meados da década de 90 estava quase tudo terminado. Todos os softwares com a ajuda de diversos colaboradores ao redor do mundo tinham sido concluídos mas faltava ainda uma pequena parte; o kernel. Eles iniciaram o desenvolvimento do GNU Hurd, o kernel esperado para preencher essa lacuna, porém o finlandês Linus Torvalds a preencheu relicenciando como software livre o núcleo Linux, que havia publicado um ano antes, com a recomendação de uso junto com o sistema operacional GNU.

Logo, após a questão de justiça, temos que o Linux depois de muito tempo do início do projeto GNU, começou a participar dele. Então, o GNU não é parte do Linux e sim o Linux do GNU, mesmo isso não fazendo muita diferença.

O problema é que muitos usuários por motivos bem variados preferem chamar apenas de Linux, seja lá pelo lado estético de ser um nome menor, mais simples de se dizer (pronuncia-se LÍ-nux e gúú-noo LÍnux no caso de GNU/Linux), má fé ou apenas ignorância em desconhecer o termo. Vemos então, mais uma vez, que o correto na realidade seria chamar o sistema de GNU/Linux afinal fazemos referência a ele como todo, ou apenas Linux se quisermos nos referir ao kernel (núcleo do sistema).

Problema maior ainda nessa nomenclatura, é o desrespeito a vários usuários que trabalharam no projeto GNU e em vez de serem reconhecidos igualmente os desenvolvedores do kernel, Linux, são esquecidos mesmo o GNU sendo bem maior do que o Linux. Se você não acredita no que acabou de ler, continue a leitura por onde irá obter provas da veracidade dessa afirmação, que inclui aplicações como a GNU C Libraries (glibc), GNU Emacs e outros. Clicando aqui você poderá ter acesso a lista dos pacotes GNU na árvore do current do Slackware (pós Slackware 12.0.0). O linux limita-se apenas ao kernel-headers, kernel-modules e kernel-source.

De acordo com o servidor público do kernel Linux, o tamanho do linux para download é:

linux-2.6.22.tar.gz 08-Jul-2007 23:48 54M (234 MB descompactado)

Tomando como exemplo a distribuição Slackware, o tamanho do Sistema Operacional GNU (soma dos pacotes pertencentes ao projeto) presente na distribuição é:

Sistema Operacional GNU 01-07-2007 23:23:00 1178 MB*

*: Não calculei os pacotes do Sistema Operacional GNU contidos no diretório /testing da distribuição.

Podemos ver então que não há necessidade de chamar o Sistema Operacional GNU/Linux de apenas Linux, pois o próprio GNU é muito maior (de acordo com os dados acima apresentados, quatro vezes maior). Interessante também citar que o Sistema Operacional GNU não se faz apenas de pacotes GNU e sim de diversos Softwares Livres que trabalham com os utilitários GNU.

Espero que ao fim desse artigo você possa saber por que uns chamam de um modo, outros de modos diversificados e qual a diferença de tais nomenclaturas. Lembrem-se que uma vez que o projeto GNU também pensa em “free speech” (liberdade de expressão), você tem total direito de chamar pelo nome que quiser, porém se quer ter respeito pelo esforço de várias pessoas ao redor do mundo, incluindo Brasileiros, não tenha má fé. Chame pelo nome correto; GNU/Linux.

Copyright 2007 Marcel Ribeiro Dantas

Permite-se distribuição, publicação e cópia literal da íntegra deste documento, sem pagamento de royalties, desde que sejam preservadas a nota de copyright, a URL oficial do documento e esta nota de permissão.

http://www.slackware-rn.com.br/~vuln/2007/07/18/gnulinux-ou-linux/

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GNU GPLv3; uma licença malvada?

Tuesday, July 10th, 2007

GNU - Gnu is Not Unix

Olá a todos,

Gostaria inicialmente de agradecer aos usuários que tem mantido o acesso freqüente ao blog, me levando a postar com melhor conteúdo e em curtos intervalos de tempo, e ainda mais a fascinar-me por essa prática tão incrível que é manter um blog.

Estou de férias, outra vitória!! hehehe ;) Mesmo passando nem 20 dias de férias, vão ser o suficiente para colocar ordem nas atividades hehehe :D

Indo direto ao ponto temático do post; a GPLv3. Quando comecei a me interessar sobre licenças de Software Livre como a GNU GPL, licença usada em 3/4 dos Softwares Livres do mundo, ou seja, a mais usada apesar de não ser a primeira a surgir, ouvi comentários de várias pessoas sobre o rascunho da possível GPLv3 classificando que iria ser um fracasso, e ditos do tipo. O problema, é que misteriosamente esses comentários me fizeram ter uma certa aversão a GPLv3, de modo que quando cheguei a III Semana do Software Livre da Universidade Federal do Ceará e vi os bottons da GPLv3 e toda a empolgação do nosso grande representante do FSFLA em território nacional, Alexandre Oliva, em relação a GPLv3, fiquei curioso. Quando soube de sua palestra sobre as licenças existentes e suas modificações em relação a GPLv3, “Magic mirror on the net, what’s the fairest license yet? A GPLv3 fairness tale.”, (Em Inglês) não pude deixar de comparecer, marcando presença nessa excelente palestra.

GPLv3

Desde esse dia mudei todas as minhas concepções sobre a GPLv3, e em vez de abdicar fanaticamente das opiniões de meus amigos OU das do grande Alexandre Oliva, preferi ir a fundo e estudar a licença e o próprio Software Livre. Uma boa prática e até exercício para isso foi elaborar toda a documentação referente ao Gtool, uma simples ferramenta para o Slackware que eu sou desenvolvedor. O Get Tool está licenciado como GNU GPLv2 e graças ao lançamento da GNU GPLv3 e suas qualidades estou junto com o mantenedor do projeto vendo a possibilidade de migrar o mais rápido possível a ferramenta para a GNU GPLv3.

O que tenho visto nos últimos dias são vários blogs, sites de notícias e artigos indo de cara na GPLv3 e a criticando [1] com poucos dados, a definhando sem lógica e de todos os lados tentando derrubá-la como uma má licença sempre apenas com persuasão em vez de apresentar argumentos. Por isso, lhes mostro de primeira mão um artigo em versão longa escrita pelo Alexandre Oliva sobre as novidades da GPLv3, um pouco sobre a GPLv2 e suas diferenças e por que a GPLv3 nasceu; por frescura ou se realmente era preciso nos dias atuais.

Na minha opinião, que chega a se assemelhar muito com a imposta no rascunho do artigo, a GPLv3 nasceu principalmente para fornecer a você, desenvolvedor, mais defesa do seu Software em referência aos espertinhos que sempre estão de olho nas ambiguidades e coisas do tipo para aproveitar-se da licença. Desse modo, sendo mais explícita e adicionando alguns poucos detalhes para aumentar a compatibilidade com outras licenças nasce a GPLv3, uma GPLv2 bem melhorada e excelente para os dias de hoje, dias esses os quais várias empresas e usuários já driblaram as cláusulas da GPLv2.

Uma feliz leitura ao artigo do Oliva e até mais!

Você poderá ler uma versão não-oficial traduzida para o pt-br da GPLv3 clicando aqui. Ainda existe um artigo fazendo primeiras análises sobre a GPLv3 a partir do seu lançamento que pode ser obtido aqui.

Uma matéria mais detalhada e diferente, também escrita por mim, pode ser obtida na minha Coluna na Revista GostodeLer.

Marcel Ribeiro Dantas <ribeirodantas@slackware-rn.com.br>
http://sourceforge.net/projects/gtool

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IE: A caca

Wednesday, June 13th, 2007

IE: A caca

Alexandre Oliva & Vinícius de Moraes

Era um browser
muito inseguro
não tinha abas
só tinha furo

Ninguém podia
apagar ele não
porque o Windows
não dava opção

Ninguém podia
surfar na net
sem anti-vírus
que desinfete

Ninguém podia
fazer download
porque o explorer
tá mais pra explode

Pois era feito
sem muito esmero
na rua dos bobos
número um

Copyright 2005, 2007 Alexandre Oliva

Permite-se distribuição, publicação e cópia literal do poema neste documento, sem pagamento de royalties, desde que sejam preservadas a nota de copyright, a URL oficial do documento e esta nota de permissão.

Retirado do BLOG do Alexandre Oliva, deixo esse poema para que vocês possam degustar da enorme criatividade desse grande ativista do Software Livre em nossa sociedade.

Abraços,

Marcel Ribeiro Dantas <vuln@slackware-rn.com.br>


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III Semana do Software Livre da UFC

Monday, June 11th, 2007

Apesar de não ter conseguido o tempo que gostaria para poder dar início a uma retrospectiva das atividades ocorridas na III Semana do Software Livre da UFC vou fazer o possível para em um curto prazo de tempo, nesse pequeno resumo passar para você, leitor e visitante do meu blog, as principais atividades que lá foram desenvolvidas.

Cheguei a Fortaleza, Ceará, um dia antes do evento ainda na terça-feira, final da tarde. Fui com o Gil terminar de ver umas coisas do evento na cidade, nos deslocamos para uma reunião na UFC e no final das contas, cheguei em casa para guardar e organizar minha mala já era de madrugada. Vida difícil em? ;)

Vou deixar de contar papo furado e ir direto ao assunto, o evento. Houve a participação de várias personalidades do Software Livre nacional como o Alexandre Oliva, Júlio Neves, Rodrigo Padula, Carlinhos Cecconi, Danilo Rodrigues, Frederico Guimarães e muitos outros. Gostaria de deixar claro inclusive, a grande admiração que hoje sinto por muitos deles pela humildade, simpatia e méritos atingidos como o Carlinhos, o Alexandre e o Frederico. Homens que realmente lutam pelo Software Livre ao ponto de serem conhecidos pelos seus atos em vários cantos do mundo e em paralelo a isso manter a compostura de humildade e de pessoas normais como qualquer outras; estão todos de parabéns.

As palestras do Alexandre Oliva, “Software Livre e a Matrix” e “Espelho mágico na internet. Qual a melhor licença até agora?”, com excelente conteúdo e seu jeito simpático de expressar as coisas fizeram-nas serem umas das palestras de maior conteúdo e qualidade do evento. Tivemos apresentações muito boas tanto com o Cecconi como também a do Frederico que deixou boa parte da organização do evento inclusive curiosa em que tipo de assunto seria tratado na sua palestra “Software Livre e a extinção dos dinossauros”, palestra essa fenomenal onde o próprio utilizou uma ferramenta chamada Freemind para organizar pensamentos e idéias que foram explanadas ao decorrer da palestra.

O Rodrigo Padula, representando o Projeto Fedora como Embaixador, também apresentou duas palestras das quais ambas tratou do Fedora e seu lançamento na versão 7.0. Tivemos no último dia uma Maratona de Robótica, Robocode, sorteios e diversas outras atividades que tornaram esse evento único perante muitos outros. Só foi uma pena que a maratona de segurança não foi como esperavam :P

Em breve a organização do SESOL irá disponibilizar as palestras e fotos no site oficial do evento, mas a minha você já poderá fazer o download aqui mesmo no meu blog (localize-se pelo menu a sua direita).

E pessoal, apesar de ter sido submetido a parte da organização durante o evento estou por fora agora por isso não sei quando as palestras serão hospedadas :( (espero que logo). Posso apenas informar, pelo o que sei, que as palestras apresentadas no evento e muitas outras do Alexandre Oliva encontram-se no seu endereço pessoal, que você poderá acessar pelo link abaixo:

Espero que tenham entendido esse meu resumo sobre as atividades decorridas no SESOL desse ano. Se faltar algo, eu coloco no próximo post por onde irei falar das minhas poucas aventuras nas horas vagas dessa viagem a Fortaleza.

Abraços,

Marcel Ribeiro Dantas <ribeirodantas@slackware-rn.com.br>

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